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A despedida de um IRMÃO

Publicado: terça-feira, 22, setembro, 2009 por RMAX em Homenagem
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O dia nasceu chuvoso, sem deixar o sol aparecer,  já sabendo da sua despedida, me pego a pensar e tenho cada vez mais a certeza de que nascemos, crescemos e a cada dia que passa não sabemos do futuro que a vida tem para cada um de nós.

Nessa longa trajetória conquistamos amizades, temos tristezas, alegrias, verdades e mentiras, realidade e ilusões, decepções e conquistas, chegadas e despedidas.

Na vida existem muitos tipos de despedidas, dos que não voltam mais e deixam saudades eternas e aqueles que vão em busca do seu futuro.

Posso também dizer que já vi as duas se passarem na minha vida.

Irmão sei que foi em busca da sua felicidade, em busca do seu futuro, todos nos estamos torcendo por você nesse novo caminho que buscou a trilhar, que Deus te proteja a cada dia da tua vida, oro para que Deus esteja olhando para você a cada passo que for trilhar, saiba que não estamos apenas distantes, mas que para os pensamentos não temos fronteiras.

Saiba também que essas palavras são difíceis de serem ditas por um cara que às vezes não sabe expressar o quanto gosta de você, o quanto quer que você seja muito feliz.

Na despedida já no aeroporto, um abraço mal ensaiado, na verdade foram dois o segundo mais demorado, após algumas brincadeiras para descontrair, enfim a fila de embarque. Lá se vai sem olhar para trás. “VAI COM DEUS MEU IRMÃO QUERIDO”

No carro na volta eu e o Mosca fizemos silêncio por alguns instantes falamos da sua coragem, silêncio novamente, sinceramente eu não sabia o que dize, vimos alguns aviões no retorno a Dutra, “será que algum desses é o dele”, escutamos algumas musica de Rap e prosseguimos de volta, mais silêncio do que o normal, fortes por fora, mas com pensamentos por dentro.

Já em casa pensei: “há essa hora deve estar no ar” ”vou nadar um pouco” ”acho que não” ”deixa para amanhã”.

Saiba que você está no meu coração quero que seja muito feliz no caminho que escolheu e lembre-se que amigos são para sempre, não importa a distância, não importa a situação, amigos para SEMPRE.

Sempre há um amanhã e a vida nos dá sempre mais uma oportunidade para fazermos as coisas bem, e temos que aproveitar cada oportunidade, por isso sabemos que você tem que ir, mas ficaremos aqui torcendo pelo seu sucesso hoje e sempre. Que você faça mais histórias maravilhosas.

Neste momento palavras perdem o sentido diante das lágrimas contidas na saudade que iremos sentir, mas sorriso é o que te demonstraremos neste instante por ser o motivo deste até logo, a realização de mais uma vitória em sua vida.

BOA SORTE FICA COM DEUS.

 RMAX

Figura1

rmax

O que é um peido para quem está todo cagado?
A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que a originou é menos. É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez numa viagem para Miami.

Só o li recentemente e transcrevo abaixo. Quem não conhece, leia. Vale a pena….
Aeroporto Santos Dumont , 15:30..

Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.

Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas.Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.’Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha
esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30′.

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:

‘Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.’

‘Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda.’
O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: ‘Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1hora, devido a obras na pista.

‘Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo’. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento.
Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se
acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada , mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.

Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada.

Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.

Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo,
procurando um pouco de piedade, e confessei sério:

‘Cara, caguei!’

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

‘Que se dane, me limpo no aeroporto’, pensei.

‘Pior que isso não fico’.

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.
Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado…
Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: ‘Agora chega, né?’

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o ‘check-in’ e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do
boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. ‘Ele tinha despachado a mala com roupas’.
Na mala de mão só tinha um pulôver de gola ‘V’.

A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história.
As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda . Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.
Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola ‘V’, sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o ‘RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO’ e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.

A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo..

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

‘Nada, obrigado.’

Eu só queria esquecer este dia de merda . Um dia de merda…

* Luis Fernando Veríssimo* (verídico).

 

rmax